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É possível o dependente não se recuperar no tratamento?

É possível o dependente não se recuperar no tratamento?

Mudar um hábito não é fácil para ninguém, imagine para uma pessoa que não consegue controlar sua própria vontade devido à agressividade da química – seja de substâncias lícitas ou ilícitas – em seu organismo. É um assunto delicado, que deve ser tratado com o máximo de cuidado e respeito.

O efeito que a dopamina, hormônio do bem-estar, traz ao utilizar o entorpecente passa a ser superior aos prazeres que temos no dia a dia, como comer, conquistar algo, fazer atividades físicas ou ter relações sexuais.

Durante o tratamento, o paciente estará assistido durante 24h por dia e 7 dias na semana. Portanto, enquanto estiver em fase de tratamento, o dependente químico irá se recuperar, sem margem para possíveis recaídas em função de seu vício.

No entanto, é importante ressaltar que, como qualquer mudança na vida, ainda mais vinda de um vício químico extremamente agressivo (tanto para o corpo quanto para o cérebro), é possível, sim, haver recaídas fora do tratamento.

O que faz o paciente ter recaídas?

Alguns fatores que fazem com que o paciente tenha recaídas e volte a utilizar substâncias tóxicas são: andar com pessoas que incentivem ou também façam uso dos entorpecentes; freqüentar,novamente, os lugares que costumava ir para fazer uso das drogas – isso inclui a própria casa; sensação de impotência diante da vida, tristeza extrema, e outros.

Dessa maneira, o tóxico irá atuar como uma fuga da própria realidade e trazer uma sensação, fictícia, de empoderamento e autoestima. Isso acontece, pois nosso cérebro foi condicionado a ter as sensações, trazidas pelas drogas, de acordo com os estímulos emitidos por meio dos 5 sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato.

Um exemplo simples: quando frequentamos a casa dos nossos avós, ou sentimos o cheiro de uma comida que gostávamos muito durante a infância, imediatamente vem uma sensação boa e memórias gostosas de recordar. O que acontece com o dependente é algo parecido, só que bem mais intenso.

Ao frequentar os lugares em que usava os entorpecentes e andar com pessoas que remetem ao vício, o cérebro pede pela substância, pede por aquela sensação de bem-estar novamente. É como um gatilho, o organismo percebe o que está ao redor e se prepara para receber uma descarga de dopamina vinda dos entorpecentes.

Como contornar as recaídas?

Infelizmente tanto o corpo quanto o cérebro ficam com lesões, muitas vezes definitivas, o que fará também com que a abstinência seja uma luta diária. Parar de andar com determinadas pessoas, mudar de cidade, de casa ou, se não for possível, trocar as cores das paredes e a mobília da casa, são alternativas que farão com que o paciente tenha menos elementos que lembrem os dias em que era viciado e queira utilizar tais substâncias novamente.

Para o vício não há cura e sim tratamento. Por meio da internação, o dependente será ajudado e tratado o tempo todo. Com uma equipe de multiprofissionais treinados e capacitados, o paciente contará com terapia todos os dias, checagem médica toda semana, enfermeiros 24h e alimentação com acompanhamento de nutricionista. Além de terapia ocupacional e em grupo, e outras atividades que estimulem a reintegração familiar e social

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