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sindrome de dependencia 1

Síndrome de Dependência

Síndrome de Dependência

o conceito de síndrome e utilizado na medicina para designar um agrupamento de sinais sintomas. Nem todos os elementos estão presentes em todos os casos, mas o quadro deve ser suficientemente regular e coerente para permitir seu reconhecimento clinico e a distinção entre e não síndrome

Os elementos -chave para diagnósticos da síndrome de dependência de outras drogas, estão relacionados a seguir em conformidade com os originalmente formulados por EDWARDS E GR0SS (1976).

Estreitamento do repertorio:

conforme a dependência avança, os estímulos relacionam-se crescentemente com o alivio ou a evitação da abstinencia.Logo,o repertorio pessoal torna-se cada vez mais restrito, com padrões cada vez mais fixos: o indivíduo passa a ingerir a mesma bebida ou droga, nos mesmos horários nas mesmas condições; as companhias, o estado de humor, ou as circunstâncias vão se tornando cada vez menos relevantes.

Saliência do uso:

com o avançada dependência ,o indivíduo passa a priorizar a manutenção da ingestão da droga .O consumo vai se tornando importante que a família, que o trabalho, que a casa,. O sujeito passa a centrar seu comportamento e suas atividades em função da droga organizando sua vida e seus compromissos conforme a existência ou não dela.

Aumento de tolerância:

O sistema nervoso central é capaz de desenvolver tolerância ao álcool e as drogas. Tolerância é definida como a diminuição da sensibilidade aos efeitos da drogas, que ocorre como resultado da prévia exposição a ela. Clinicamente, a tolerância se manifesta no fato de, por por exemplo, a pessoa ser capaz de ingerir grandes quantidades de bebidas alcoólicas e conseguir fazer coisas com uma alcoolemia que incapacitaria o bebedor não tolerante. É observada tanto em dependentes quanto em usuários pesados. Nos estágios mais avançados da dependência alcoolica, por razoes que  ainda não estão claras. o indivíduos começa a perder sua tolerância e fica incapacitado com quantidades de álcool  que antes suportaria: pode então começar a cair bêbado na rua .

Sintomas de abstinência :

as sintomas de abstinência resultam de adaptações feitas pelo cérebro a interrupção ou reduçãodo uso dassubstancias. As manifestações clinicas da abstinência variam conforme a droga ingerida. Por exemplo a abstinência do álcool caracteriza-se principalmente por tremores, náuseas, sudireses e pertubaçao do humor (entre outros) . Adepressão, a ansiedade ea paranoia são sintomas tipicos de abstimencia de cocaina . Descreveremoscom detalhes as manifestaçaes clinicas tipicas de cada droga nos capitulos adiante .

Percepção sugjetivas dacompulsao parao uso: é a percepção que o individuo  tem de sua falta de controle. O paciente pode relatar isso como sendo uma sensaçao de estarnas garras de algo indesejados,como Fissura, craving, de sejo intenso, ou ainda de uma forma bem particular.A compulsão tem sidotomada praticamente como sinonimo da perda de controle que ,durante algum tempo,foi tida como elementos centraldo alcoolismo em termos conceituadas e classicatorios. Entretanto,do ponto de vista psicopatologico,a compulsão é definida como um ato executado contra a vontade ativa do sujeito e apesar do reconhecimento de seu carter absurdo. em muitas ocasioes em que se emprega a compulsão como de perda de controle trata- se na verdade, de uma desistencia do controle, em vez de uma perda.

Graus de Dependência

O estado de dependência não constitui um estado do tipo “Tudo ou Nada”: trata-se de um contínuo, de uma gradação de um extremo ao outro, entre a não dependência e a dependência. Mesmo o estado de dependência não constitui uma categoria homogênia. É mais adequado pensarmos em termos de “graus de dependência”.

Não é facil estabelecer regras absolutas para avaliar a gravidade desta síndrome. Embora algum elemento possa estar mais ou menos desenvolvido do que outros, o quadro coerente emerge deve ser o de um certo grau de dependência, com cada elemento mais ou menos no nível dos outros. Assim, por exemplo, se um indivíduo apresenta sintomas de abstinência graves diariamente, podemos esperar que exista um padrão bem estabelecido de ingestão para alívio. Uma tolerância já está bem desenvolvida e talvez possa começar a aparecer alguma evidência de tolerância em declínio. Muito provavelmente, esse indivíduo está ingerindo as mesmas quantidades diariamente, está consciente de sua compulsão e apresentará uma reinstalação rápida após alguns dias de abstinência. Podemos dizer que quanto mais vezes o indivíduo tiver repetido os ciclos de abstinência e alívio, mais grave será sua dependência.

Também poderíamos dizer que estará gravemente dependente aquela pessoa que experiencia sintomas de abstinência, numa base mais ou menos diária, por um período de 6 a 12 meses e que bebe para aliviar esses sintomas durante o mesmo período (com outros elementos congruentemente desenvolvidos). Poderíamos diagnosticar como um caso inicial de dependência aquela pessoa que experenciou sintomas de abstinência apenas em algumas ocasiões e que percebeu que o álcool traz alívio (mesmo sem ingerir intencionalmente o primeiro drinque do dia). Entre estes dois quadros existem muitas graduações e não graus fixos.

Aspectos Morais

Até aqui falamos do uso do álcool e das drogas sob os aspectos psiquiátricos e psicológicos. Ao lidarmos com pacientes e seus familiares, precisamos levar em conta o caráter moral que permeia nossa sociedade. Apesar de todos os avanços científicos que fizemos, ainda encontramos muitas pessoas, inclusive profissionais de saúde, respondendo aos usuário de álcool ou drogas com ideias e atitudes preconceituosas. Expressões como “outra vez bêbado”, “é um fraco”, “não tem vergonha na cara” são infelizmente muito comuns. É por esse motivo que devemos evitar o uso de palavras como “vício”, “viciado”, ou “drogado”, as quais acabaram se tornando pejorativas.

O dependente químico, assim como qualquer outro paciente, precisa ser respeitado e atendido com atenção. Atitudes preconceituosas criam distanciamento e pioram o prognóstico. Antes de tudo, é fundamental uma revisão de crenças pessoais sobre o fenômeno da dependência química, por todos os profissionais de saúde que tenham contato direto e indireto com esses pacientes. Tratar com competência requer, acima de tudo, uma atitude respeitosa.

Neurobiologia da Dependência Química    

Avanços científicos nos últimos 20 anos mostra que a dependência é uma doença crônica e recorrente, que resulta de uma interação de efeitos prolongados da droga no cérebro. Entretanto, como muitas outras doenças cerebrais, importantes aspectos sociais, culturais, educacionais e comportamentais são partes integrantes dessa doença. A discussão sobre uma droga causarem maiores ou menores sintomas de síndrome de abstinência, tolerância, ou causar efeitos biológicos mais ou menos pronunciados não esgota todas as questões envolvidas na dependência. Por exemplo, se alguém sob efeito de droga comete um delito, é preso e não recebe tratamento na prisão, corre-se o risco de criar um verdadeiro tráfico de drogas no sistema prisional, como vem ocorrendo no Brasil nos últimos dois anos. Cria-se uma série de problemas sociais da mais alta gravidade e de difícil resolução. Adequado seria tratar as duas dimensões: a dependência química e o conflito com a lei, sem polarizar nem para o lado do crime, esquecendo-se da doença, e nem para o lado da doença negligenciando-se o crime. No Brasil ainda existe uma tendência, observada empiricamente, de tratar a dependência química como uma questão de saúde ou de justiça. O uso de drogas e os problemas dele decorrentes se agravam na humanidade do século XXI e para serem tratados de forma adequada é necessário o envolvimento direto de muitas áreas do conhecimento como a medicina, a psicologia, as ciências socias, as ciências políticas, a ciência jurídica, entre outras.

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