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Entenda como funciona a dependência pela nicotina

Entenda como funciona a dependência pela nicotina

Mesmo com inúmeras campanhas que alertam para os riscos do cigarro, mais de 1 bilhão de pessoas são adeptas ao tabagismo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) em levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entender como funciona a dependência pela nicotina é uma forma de explicar esse número tão levado.

A substância é o princípio ativo do tabaco. Ou seja: a nicotina só é encontrada em plantas derivadas do fumo, sendo responsável diretamente pela dependência química que cria o vício dos fumantes. A droga age diretamente no cérebro, causando alterações neurais – o que explica a sensação estimulante da substância.

Como funciona a dependência pela nicotina.

Além da dependência psicológica – o hábito de fumar e associar o cigarro a momentos do dia –, o tabagismo causa a dependência física. E a principal responsável é a nicotina. O processo começa ao fumante tragar o cigarro, com a substância química indo para a corrente sanguínea, através dos pulmões e, em menos de 10 segundos, atingindo o cérebro.

As células neurais dos órgãos possuem receptores específicos para a nicotina – chamados de nicotínicos – que irão realizar a liberação de substâncias que trazem diversas sensações. Segundo os fumantes, os principais pontos são o relaxamento e a redução do estresse e ansiedade, além do bem-estar produzido pela droga. Mas esse é apenas o começo da ação da nicotina.

A abstinência

Estudos apontam que a nicotina ‘sacia’ a vontade do fumante por cerca de 30 minutos. Esse é o tempo até a eliminação total dos resquícios da droga nos neurotransmissores. E é a partir desse ponto que chega a parte mais difícil do hábito de fumar: a abstinência. Com a eliminação da nicotina, o fumante sente a vontade de, novamente, usufruir do que a droga traz.

Assim, a dependência de nicotina se dá através da falta dela no organismo. Pela liberação da dopamina, hormônio que gera felicidade e sensação de prazer, o próprio cérebro exige, ao longo do tempo, doses maiores da droga para suprir a sua falta nas membranas dos neurônios. E, dessa forma, cria-se a dependência que atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

O vício

Com todas essas ações químicas e a consequente dependência psicológica – fumar para evitar a abstinência –, a nicotina passa a ser cada vez mais tolerada pelo corpo, causando o vício. É uma droga escalável: quanto mais cigarros a pessoa fuma por mais tempo, mais difícil fica controlar a dependência em relação a nicotina.

Não à toa, algumas medidas são baseadas na própria droga para os dependentes pararem de fumar. Os mais comuns são adesivos de nicotina: eles liberam na corrente sanguínea doses menores da droga, ao passo que a diminuição faz com que o cérebro se ‘acostume’ aos níveis iniciais dos primeiros cigarros.

O cigarro torna-se uma dependência agressiva justamente pela nicotina, o que dificulta ao fumante largar o fumo. Contudo, vale a ressalva: não apenas o vício na substância presente no tabaco faz com que as pessoas tenham a dependência no cigarro. Junto ao processo químico, também devem ser eliminados maus hábitos que, se não tratados em sintonia com o vício da nicotina, podem trazer um caminho mais difícil para largar o cigarro.

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