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As consequências neurológicas que o LSD causa no usuário

O LSD se tornou um símbolo da contracultura nos anos 60

As consequências neurológicas que o LSD causa no usuário Descoberto pelo químico suíço Albert Hoffman, o LSD se tornou um símbolo da contracultura nos anos 60. Originalmente o seu criador acreditava que a substância poderia ser benéfica aos usuários, razão pela qual foi utilizada experimentalmente. Posteriormente o fato de que poderia ser benigna foi contestado. Já em 1963 o ácido lisérgico foi proibido legalmente nos Estados Unidos. A principal justificativa foram as consequências neurológicas que o LSD causa no usuário.

LSD: Classificação e efeitos fisiológicos

O LSD-25, nome com que foi batizado à época de sua criação, é classificado como uma droga alucinógena por muitos. Contudo para alguns especialistas é discutível o uso da nomenclatura uma vez que a droga não causa alucinações propriamente ditas. O mais correto seria considerá-la uma substância psicomimética. Isto significa que o LSD induz à sintomas comuns em quadros psiquiátricos como esquizofrenia e psicose.

O tempo de permanência da droga no cérebro é de aproximadamente 20 minutos. Nos estágios seguintes a droga é dispersada para fígado e rins. Seus primeiros efeitos serão sentidos cerca de uma hora após a ingestão. A princípio são sintomas físicos, como náuseas e aceleração do pulso cardíaco. Quando finda este prazo então o usuário entra no estado de sugestionabilidade característico da substância.

Consequências neurológicas do LSD

O ácido lisérgico dietilamida tem como principal efeito nos usuários uma distorção na percepção da realidade. Resultado do fato de que a droga afeta diretamente as células cerebrais. Neste processo são inibidas as fechaduras químicas dos neurônios. Estas são conhecidas pela sigla 2AR.

Durante o uso do LSD este sistema passa a ter um funcionamento acima do normal. Estudos apontam que o córtex cerebral é a área mais afetada no processo. Esta é a região do órgão responsável pela consciência, além de estar ligada à percepção de movimentos. O que acontece aos usuários, portanto, é uma perda da capacidade de processar a informação sensorial que chega à consciência.

A razão para que isto aconteça é que a inibição já mencionada age justamente sobre os neurônios rafe. Estas são células importantes para filtragem de informação visual e sensorial. Assim o LSD é considerado como uma substância com efeito sobre os sistemas neurotransmissores seratononérgicos e dopaminérgicos.

Os efeitos da droga tendem a durar por um período de 8 a 12 horas. Ela é encontrada em forma de cápsulas, barras, folhas de papel, micro-pontos ou tiras de gelatina. Com estas variações o LSD é consumido por ingestão, absorção, inalação ou injeção.

Riscos do uso de LSD

O maior perigo relacionado ao uso desta droga está nos efeitos psicológicos que ela pode desencadear. Quadros de depressão, surtos de ansiedade e mesmo psicose, podem ser o resultado para os usuários. O principal motivo para que isto aconteça, além da alteração da percepção da realidade, é o chamado flashback ou revivescência.

Nestes episódios o usuário revive as experiências tidas com a droga, mesmo que não haja o seu consumo. Este é um efeito que não costuma ser imediato e pode levar até mesmo semanas para ocorrer. Contudo, uma vez que aconteça, pode se tornar recorrente.

Sobredosagem é outro problema relacionado ao LSD, visto que não é possível controlar a pureza da substância. Relativo a este ponto é relevante mencionar ainda que a mistura desta droga com anfetaminas aumenta os seus riscos. Esta somatória de malefícios é o que torna o argumento de uso terapêutico do LSD altamente discutível. Concluímos então que devido às consequências neurológicas que o LSD causa no usuário o seu consumo não é recomendado sob nenhuma hipótese.

 

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