Como é a percepção do dependente químico quanto ao processo de recuperação?

Como é a percepção do dependente químico quanto ao processo de recuperação?

As drogas estão presentes na vida do ser humano desde os primórdios das civilizações. Essas substâncias nos acompanham de tal forma que parecem não estar dispostas a nos abandonar, nem nós a elas.

Com isso, saber lidar com o problema – quando ele se torna um – é o melhor jeito de compreender que um mundo sem drogas é praticamente impossível. Isso deve ser feito da maneira mais aberta possível e só a informação pode amenizar seus efeitos catastróficos.

O uso recreativo de álcool ou drogas é, por vezes, aceito pela sociedade. Porém, quando o indivíduo perde o controle do vício e se deixa levar por ele, é sinal de que algo está errado. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há cura para um dependente químico, mas sim recuperação. Entender isso é o primeiro passo para abandonar o vício.

Recuperando uma vida

Há inúmeros centros de recuperação espalhados pelo mundo e cada qual possui um modo de agir com os dependentes químicos, respeitando as legislações. Além disso, cada um desses locais pode ser voltado ao combate de uma droga específica. Mas o que será que um dependente sente quando entra no processo de recuperação? Há casos e casos.

Segundo Amarildo Maçaneiro, em sua pesquisa de conclusão de curso, muitos dependentes afirmaram que os doze passos incluídos na metodologia do programa Alcoólicos Anônimos foram muito importantes para suas recuperações.

Outros salientam a relevância de encontrar pessoas em situações análogas às suas. Esse sentimento de não estar só é algo que pode encorajar o dependente nessa recuperação.

O contato com profissionais de saúde, que indicam exatamente o que a droga está causando no dependente, é de tal maneira esclarecedor que essa etapa é sempre destacada pelos pacientes dos centros de recuperação.

Além disso, o afeto demonstrado pelos profissionais de saúde consegue acalmar os dependentes e diminuir a raiva que eles sentem de si próprios. Contudo, a ajuda deve ser firme e rígida para que possa causar um estalo nos dependentes. Essa franqueza tem o poder de sacudir o indivíduo, apontando onde está o erro que deve ser corrigido.

Fundamental também é o acolhimento, seja pelo grupo, pelos profissionais ou pela família. Todas as pessoas que fazem parte do círculo de vida do paciente podem colaborar, até mesmo colegas de trabalho.

Todavia, é a família quem precisa sempre estar ao lado do paciente. Quando ela não está, principalmente no primeiro mês de tratamento, as chances de recuperação caem drasticamente.

Tratando o preconceito

Além da família, o paciente que está se recuperando espera que a sociedade o aceite de volta como um novo ser humano. Ele espera trabalhar, estudar, reaver relações, enfim, voltar a viver normalmente.

Tanto que essa etapa de recuperação, quando concluída, pode ser classificada como um renascimento do indivíduo. Seu esforço precisa ser reconhecido e os julgamentos dos que não conhecem o assunto podem ser muito mais nocivos do que se imagina.

Afinal, o dependente químico é uma pessoa que passa por uma doença. Entender isso é a melhor maneira de ajudar a restabelecer o sentimento cidadão nesses indivíduos, melhorando, assim, a própria sociedade brasileira.

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