Quais os efeitos biológicos do vício no cérebro?

Quais os efeitos biológicos do vício no cérebro?

Quais os efeitos biológicos do vício no cérebro?

O bom funcionamento do cérebro é essencial para a manutenção das funções do corpo. Deste modo, podemos dizer que ele é fundamental para a nossa sobrevivência, visto que a perfeita operação dele garante que nos adaptemos às condições do ambiente.

No entanto, esta capacidade de adaptação do cérebro contribui para a formação do vício. Isto porque as substâncias que causam dependência promovem importantes alterações no funcionamento deste órgão.

Com a leitura deste artigo você vai compreender quais são estas alterações e quais os efeitos biológicos do vício sobre o cérebro (efeitos biológicos do vício). Continue a leitura!

Entenda como funciona o cérebro em seu estado ideal
Simplificadamente, o cérebro é um órgão que funciona por meio da transmissão de impulsos elétricos e estímulos químicos pelos neurônios e entre as sinapses. Estes sinais eletroquímicos, chamados de potencial de ação, transmitem informações entre os neurônios, tanto em contexto intracelular, quanto intercelular.

Assim, e por meio de ligações nervosas, o cérebro controla as funções vitais de todo o corpo. Nestas condições, quando tudo está ocorrendo bem, o cérebro está em homeostase, ou seja, em equilíbrio.

A ação das substâncias que causam dependência sobre o cérebro

A dependência tem quatro ações principais sobre o cérebro. Elas são:

  • Alteração da homeostase.
  • Alteração química do cérebro.
  • Modificação dos padrões de comunicação do órgão.
  • Alteração das estruturas cerebrais e seu funcionamento.

Um dos mais importantes destes aspectos é, sem dúvidas, a alteração da homeostase. O uso de drogas aciona o centro de prazer do cérebro, estimulando a secreção de hormônios (estímulos químicos) do mecanismo de recompensa cerebral, como dopamina e serotonina, que causam sensação de bem-estar.

Esta superestimulação altera o equilíbrio do órgão. Diante dela, o cérebro, extremamente adaptativo, cria um novo equilíbrio, ajustado para os estímulos que vem recebendo. Este processo é denominado de alostase.

Na ausência da droga, pelo mecanismo de retroalimentação negativa, o cérebro compensa a secreção excessiva de hormônios, diminuindo esta função, a fim de reestabelecer o equilíbrio. A identificação da falta destes hormônios causa no indivíduo um sinal de alerta, chamado de abstinência. É aí que entra em cena a dependência química.

Com o uso crônico da droga, a sensação de bem-estar fica cada vez mais ligada a este estímulo artificial. Deste modo, sem a substância, a química do cérebro fica alterada, incapaz de secretar determinados hormônios em condições normais. Assim, o usuário passa a recorrer à substância não mais para sentir o prazer oriundo dela, mas para evitar o desprazer (biológico) que acompanha sua ausência.

Alterações estruturais causadas pela dependência

O cérebro é composto por diversas estruturas diferentes. Os sistemas de comunicação do órgão permitem que essas várias regiões e estruturas coordenem suas atividades, sendo que cada uma delas serve a diferentes propósitos.

A médio e longo prazo, o vício pode alterar essas estruturas e seu modo de funcionamento. Por exemplo, a dependência causa alterações biológicas (efeitos biológicos do vício) nas estruturas responsáveis pela compulsão e tomada de decisões, na regulação do stress e na formação de hábitos. Assim, o vício tem o potencial de biologicamente provocar alterações na conduta do indivíduo de uma forma geral.

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