Tolerância e Dependência De Álcool

Tolerância e Dependência De Álcool

Muita gente se gaba de ser tolerante ao álcool. Sentem-se felizes por conseguir ingerir uma grande quantidade de bebidas alcoólicas sem que se sintam embriagadas ou tenham mal-estar, mesmo com excessos.

Cuidado! Isso pode ser um mau sinal e um indício de alcoolismo. Neste texto, iremos abordar a questão da tolerância e da dependência ao álcool. Confira!

A ilusão da tolerância

Quem tem o hábito de beber com frequência ou em altas quantidades normalmente adquire uma certa resistência ao álcool. Ou seja, consegue ingerir mais doses sem que sinta os efeitos da embriaguez, da perda de precisão nos sentidos, no desconforto estomacal ou até mesmo na ressaca.

Muitas destas pessoas acreditam que isso é um bom sinal, que seu corpo está mais forte ou saudável, mas isso não é verdade. O álcool, assim como tudo que é ingerido pela pessoa, vai parar na corrente sanguínea. Como essa substância é tóxica ao organismo, os fígados e os rins trabalham para expulsá-la.

Quanto maior a pessoa, a tendência é que ela tenha mais resistência aos efeitos das bebidas, pois seu corpo tem mais sangue, gordura e tecidos nos quais o álcool pode ser diluído sem comprometer o funcionamento do sistema nervoso. A diluição do álcool dá tempo suficiente para que ele seja processado e expelido pelo corpo.

A um passo da dependência

Contudo, o aumento da tolerância de uma pessoa ao álcool não é um bom sinal. Normalmente, isso é a mostra de que o corpo já está tão acostumado à presença desta substância, que mesmo grandes quantidades parecem não abalar o funcionamento dos sentidos – embora isso seja uma ilusão: ao dirigir, a pessoa terá dificuldades, bem como para formular raciocínios e ter conversas mais aprofundadas.

E o pior: a pessoa passa a se sentir mal ou sentir grande impulso por beber em cada vez mais situações. A abstinência associada à tolerância são dois sinais que mostram que o paciente pode estar iniciando uma dependência à bebida, tornando-se um alcoólatra.

Embora muitas pessoas possam sentir menos os efeitos do álcool sobre seus sentidos, a presença da substância no corpo continua prejudicando os órgãos e causando danos em curto, médio e longo prazo, principalmente ao fígado, aos rins e, em alguns casos, até mesmo ao estômago.

Como evitar que isto se torne um problema?

As características sensoriais e recreativas de muitas bebidas alcoólicas são grandes atrativos para muitas pessoas que consomem estes produtos. E, de fato, na medida correta, não há mal algum em consumir bebidas alcoólicas. Pelo contrário, algumas pesquisas apontam que doses pequenas e regulares de vinho, por exemplo, podem até fazer bem ao coração. Estima-se que leva entre 2 e 4 drinques para que uma pessoa comece a se sentir embriagada. Cada drinque equivale a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de bebida destilada.

O ideal é que cada pessoa conheça bem seus limites e beba com responsabilidade. Ao sentir os primeiros sintomas de embriaguez, é recomendável parar. Isso evita acidentes, contratempos, dependência química ao álcool e outros problemas.

VEJA TAMBÉM:

 

Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de drogas. Entre em contato com a Instituição Grupo Recuperando Vida para conversarmos mais. Entre em Contatos: (19) 3427-1643