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O que é Abstinência Alcoólica? Quanto tempo dura? Como lidar com ela?

O que é Abstinência Alcoólica? Quanto tempo dura? Como lidar com ela?

Pode não parecer, mas o álcool é responsável por quadros críticos de dependência. Tão críticos, que uma pessoa que abandona a bebida, voluntária ou involuntariamente, pode apresentar sérios sintomas de abstinência.

Contudo, o que é e como se manifesta essa abstinência? A Síndrome de Abstinência do Álcool (SAA) se caracteriza pelas diversas reações que uma pessoa tem ao interromper, de maneira parcial ou total, o consumo de bebida alcoólica. Ela pode se manifestar de diversas formas e intensidades.

O indivíduo pode apresentar, na maioria das vezes, sintomas como irritabilidade, alteração do humor, ansiedade, náuseas e taquicardia. Em casos mais graves, o dependente pode sofrer convulsões, alucinações e até mesmo um sintoma conhecido como Delirium Tremens (DT), uma mistura de febre, alucinações, desorientação e ansiedade extrema.

Houve até casos em que alguns abstinentes apresentaram quadros de mal epilético, uma consequência com alto índice de mortalidade, que chega a cerca de 10%.

Quanto dura essa abstinência?

Geralmente, a abstinência se apresenta de 6 a 12 horas depois que o paciente parou de consumir bebida alcoólica. As pessoas mais afetadas pelo vício da bebida podem apresentar sinais de SAA apenas com a diminuição da quantidade de álcool que costuma beber.

De 6 a 36 horas, febre, dor de cabeça, tremores e palpitações podem surgir. Já no período entre 12 e 48 horas após a ingestão da última dose de álcool, o dependente pode sofrer convulsões. Já o DT tem maior ocorrência no espaço de 3 a 5 dias depois da interrupção no consumo da bebida.

Esses sintomas têm duração variada, podendo ser mais longos ou mais curtos de acordo com cada indivíduo. Todavia, há efeitos psicológicos que podem durar anos, e a vontade de tomar uma nova dose pode retornar a qualquer instante, sendo preciso uma constante vigilância do abstinente e das pessoas ao seu redor. Até acontecimentos traumáticos podem servir de estopim para uma recaída no alcoolismo.

O apoio familiar, o acompanhamento médico e os grupos de apoio são estritamente necessários na fase em que o paciente apresenta a abstinência do álcool. Além disso, há outras formas de lidar com um abstinente, as quais veremos a seguir.

Lidando com uma pessoa que sofre de abstinência

Um ambulatório pode oferecer todo o aparato necessário para uma crise de abstinência que venha a ocorrer na vida de uma pessoa. Isso, é claro, nos casos mais leves. Já os casos mais graves, como o sintoma Delirium Tremens, precisam ser acompanhados dentro de um hospital por uma equipe profissional e capacitada para lidar com esse tipo de paciente.

Já as sequelas que acompanham a vida de um ex-consumidor de álcool podem ser tratadas com o auxílio de um terapeuta e através do apoio de amigos e familiares.

É preciso entender que o vício no álcool, assim como em qualquer outra droga legal ou ilegal, é uma doença e, como tal, merece ser tratada e amparada em conceitos médicos. Suposições e preconceitos podem piorar a situação do dependente, levando a consequências ainda mais drásticas do que a síndrome de abstinência.

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